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Artigo: Uma ferida que jamais cicatriza

Desde 1995, o terceiro domingo de novembro é dedicado à Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sobre essa dura realidade. Quem perdeu alguém em razão de acidente sabe que a lembrança e a saudade não precisariam de uma data, pois a dor está presente todos os dias das suas vidas. Manifesto toda minha solidariedade às famílias e à memória das vidas que perdemos neste ano em Porto Alegre. Por isso serei firme e direto. No Início de novembro, ultrapassamos o número de mortes registrado em todo ano passado na Capital. É com muita tristeza que divulgo essa informação. De janeiro até hoje, 66 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito, ano passado foram 64. Mesmo que 2020 tenha sido um ano em que houve extenso período de isolamento social, trabalhamos incansavelmente para seguir com a tendência de queda. Isso porque não são apenas números. São vidas. São filhos, pais, mães, irmãs, amigos que não vamos mais encontrar. É uma ferida que jamais vai cicatrizar. Os acidentes de trânsito são resultado de uma soma de fatores. O principal deles é o fator humano. Ou seja, com conscientização essas tristes ocorrências poderiam ser evitadas. Dados do Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado em Porto Alegre pela EPTC, que analisa cada acidente que resulta em morte, apontam que em 20% deles o álcool está presente entre as causas, em 27% a velocidade excessiva ou inadequada e, pela primeira vez desde o início deste programa, a falta de CNH ocupa o primeiro lugar entre os fatores como uma das causas de 34% das ocorrências. Falem sobre isso com seus filhos, netos, amigos e em suas redes. Peça para quem você gosta que não beba se vai dirigir, que não corra – chegar cinco minutos antes pode custar a vida de alguém ou a sua própria. Faço um clamor para cada cidadão de Porto Alegre. Que faça a seguinte pergunta: vale a pena? Será mesmo que vale a pena? Cuide dos seus, de você e do próximo. A conscientização e o autocuidado no trânsito são comportamentos que nos permitem mudar essa dura realidade. Paulo Roberto Ramires Diretor-presidente da EPTC Artigo publicado no jornal Zero Hora, edição de sábado, 20, e domingo, 21.

 

Edição: Lucas Barroso

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