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EPTC alerta para o comportamento de risco no trânsito

Perfil das vítimas fatais é majoritariamente masculino, representando 87% das pessoas


A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) divulgou, nesta sexta-feira, 10, os dados da acidentalidade no trânsito de Porto Alegre. No acumulado de janeiro até agosto, em comparação com os oito primeiros meses de 2020, houve um aumento de duas vidas perdidas, de 43 para 45. Somente no mês de agosto deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado, os números mais que duplicaram: foram três vidas perdidas em 2020 e sete em 2021. O perfil das vítimas fatais é majoritariamente masculino, representando 87% das pessoas.

O total de sinistros de trânsito na capital gaúcha aumentou 27% em relação ao ano anterior, passando de 5.759 registros nos primeiros oito meses de 2020 para 7.318 em 2021. Os casos envolvendo motocicletas representam 30% das ocorrências no período. Os motociclistas mantêm-se como o grupo mais afetado, representando 54% das pessoas feridas e 52% das vítimas fatais: 22 condutores e um ocupante das 45 vidas perdidas registradas neste ano em sinistros de trânsito. Em dez dos registros fatais com envolvimento de motocicleta, o condutor não possuía habilitação regular para a categoria A (para conduzir motos).

Neste mês, também foram registradas as duas primeiras mortes do ano de ciclistas em Porto Alegre. O último registro havia sido em setembro de 2020.

A EPTC segue o alerta para o comportamento de risco nas vias, principalmente dos motociclistas. “Os principais fatores de risco que resultaram em morte com envolvimento de motocicletas, analisados pelo Programa Vida no Trânsito, são conduzir sem CNH, velocidade excessiva ou inadequada e a ingestão de bebida alcoólica. É preciso conscientizar os cidadãos sobre a importância do autocuidado e a percepção do risco ao dirigir”, destaca o diretor-presidente da EPTC, Paulo Ramires.

Os dados são do Observatório de Mobilidade (ObservaMob) da EPTC e podem ser acessados no portal EPTC Transparente.

Vida no Trânsito - Porto Alegre integra o Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde, e desde 2012 faz a análise de todos os acidentes fatais, com o objetivo de identificar os fatores e condutas de risco que resultaram em ocorrências com mortes. As causas de sinistros de trânsito decorrem, na sua maioria, de ações comportamentais dos usuários das vias (condutores e pedestres). A partir da identificação desses fatores e condutas de risco, como subsídio para as áreas de educação, planejamento e fiscalização, as ações são direcionadas para a prevenção de novos acidentes.

Década de Ação ONU – Como resultado dessa metodologia, Porto Alegre, que tem uma das menores taxas de mortalidade no trânsito entre as capitais brasileiras, antecipou em dois anos a redução de 50% na projeção do número de mortes estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ação no Trânsito (2011/2020), que era de, no máximo, 76 mortes para 2020 em Porto Alegre. Já neste mesmo ano, o índice foi ainda menor, com 64 mortes, enquanto em 1998, no ano de criação da EPTC, 199 pessoas perderam a vida no trânsito. Em agosto do ano passado, a Assembleia Geral da ONU definiu os anos de 2021 a 2030 como a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito, com o objetivo de reduzir as mortes e lesões no trânsito em pelo menos 50% no período e, a esse respeito, apela aos Estados Membros para que continuem as ações até 2030 em todas as metas relacionadas à segurança viária.

ObservaMob - O Observatório de Mobilidade engloba um conjunto de soluções capazes de captar, processar, disseminar informações e conhecimentos como suporte às tomadas de decisões. Tem como objetivo coletar, organizar, tratar e disponibilizar os dados produzidos pela EPTC, o que fortalece o debate entre a população e os integrantes da empresa. As informações também são disponibilizadas diariamente no painel Mobilidade e Distanciamento na página sobre o coronavírus no site da prefeitura, com resumo de indicadores de mobilidade, acidentalidade e fiscalização do transporte público.

 

Texto: Gustavo Roth e Julianna Uzejka

Edição: Andrea Brasil


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